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domingo, 27 de março de 2011

Cadê a concorrência?

E agora, iPad? A Samsung lançou o iPad killer...


A galera anti-Apple já abre a boca pra falar: "haha, eu tenho widgets!!!"; "Olha, o Galaxy tá com o mesmo preço do iPad 2 e está bem melhor e mais fino!"


Já comecei a me chatear com a Google quando eles resolveram não lançar o código do honeycomb a público. Então, o grande trunfo do Android não era ser aberto? De aberto, o Android não tem NADA. Quem quiser colocar à prova, é só tentar instalar uma versão modificada do sistema num smartphone (ah, isso não é possível num tablet com honeycomb, já que o código é FECHADO). E se eu posso fazer tudo no sistema pra que rootear o celular? Entre um Android rooteado e um iPhone com Jailbreak, prefiro o iPhone.


Cansei de ouvir gente dizendo: "Não compro iPad por causa das imposições da Apple". Pois bem: Não compro Android por causa das imposições do Google e dos fabricantes. Nem vou comprar um tablet que tem widgets e... mais nada. E que tem um sistema tão ineficiente que os desenvolvedores têm medo de lançar o código fonte. Pra comprovar, é só olhar as especificações: o iPad com 512 de RAM segura o sistema numa boa. Quero ver como vai se sair esse Galaxy 10.1, com 1GB de RAM.


Aprendam, empresas: Tablets bem-sucedidos não têm widgets, têm multitasking INTELIGENTE. Olhem pra obra prima (não venham me dizer o contrário, por que é a mais pura verdade) que é o iPad, e tentem melhorar, não piorar, como vocês fizeram. Dou até 2015 pra vocês baterem o iPad. No dia que vier um iPad-killer DE VERDADE, pode ter certeza que eu vou estar na fila de compra.


E não adianta dizer que é mais fino, se na prática não é.


Fica a dica.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Guerra dos Sistemas Operacionais

No mundo dos smartphones, há uma constante briga de sistemas operacionais. De um lado, o iOS e toda a sua elegância, facilidade de uso e bloqueios impostos pela Apple. Do lado oposto, vem o Android, um sistema totalmente "aberto" (embora hajam contradições), onde você pode fazer tudo sem restrições, menos atualizar.


iOS


O sistema da Apple foi criado pensando na experiência de usuário. Qualquer pessoa que tenha dedos consegue usar um dispositivo com iOS.


Mas, para melhorar a experiência de usuário, a Apple teve que "cortar" algumas liberdades que temos nos computadores comuns. O iOS é incustomizável. Você não muda nada além do plano de fundo e da ordem que os apps aparecem.


Já ouvi muita gente falando que as restrições que a Apple impõe ao iOS são o maior erro que a empresa cometeu ao lançar o iPhone. Mas eu acho que as restrições são o maior acerto. Sem as restrições, praticamente ninguém iria saber usar o sistema, quase nenhum app seria baixado na App Store, que logo estaria cheia de apps falsos, que roubam informações do usuário, ou que dizem fazer uma coisa, mas fazem outra (ou não fazem nada). Como exemplo, posso citar o "I Am Rich", um app que custava 999 dólares, não fazia nada e ficou por pouco tempo na loja de apps (logo que a Apple percebeu que tinha gente sendo lesada pelo app, retirou-o da loja). Agora o I Am Rich está de volta no Android. E é um app grátis.


Outro trunfo do iOS (pelo menos até agora) é o domínio dos tablets. Tem alguns com Android e o PlayBook, da RIM, está previsto para março. Mas ninguém consegue bater o iPad. Nenhum tablet chega aos pés dele. Pelo menos até agora, somente o iOS foi remodelado para a tela grande. Os concorrentes rodam um sistema operacional feito para smartphones com tela pequena sem nenhuma adaptação. Mas o Android 3.0 (focado em tablets) e o Blackberry PlayBook já foram anunciados, e poderão mudar a situação.


Android


O Android é um sistema "aberto". Pela experiência que tive um tempo atrás, o Android não é aberto. Nessa semana, usei um pouco um smartphone com Android, e não mudei de ideia. Mas, para o usuário final, a diferença entre um sistema aberto e um fechado é mínima.


O Android tem uma loja de apps aberta, perfeita para os desenvolvedores, com muitos apps que podem ser baixados gratuitamente (57% dos apps são gratuitos, contra 28% do iPhone). Apesar das mudanças recentes, a loja parece estar numa fase "beta". Ainda faltam muitas coisas para melhorar.


Mas o sucesso de um sistema operacional não depende somente dos desenvolvedores, o usuário final é que decide qual sistema vai usar. E o Android deixa a desejar na experiência de usuário. O Android parece ter sido feito para heavy users. Quem gosta de modificar o sistema, virar ele de cabeça para baixo pra ver o que tem no fundo, vai preferir o Android ao iOS.


E, para quem acha que toda a experiência de usuário do Android não é boa, há algo que o iOS precisa aprender com os robozinhos. As notificações do sistema ficam "armazenadas" na barra superior. Você não perde nenhuma notificação.


Tablets não são o forte do Android, já que são literalmente smartphones grandões.


Nada no Android me incomoda a ponto de me fazer desistir da compra de um, exceto a instabilidade das atualizações. No iOS, quando uma atualização é lançada, todos os dispositivos que têm condições para receber a atualização podem ser atualizados. No Android, a coisa é um pouco diferente. O Samsung Galaxy S ainda espera a atualização para a versão 2.2, enquanto o Nexus S já pode ser atualizado para a 2.3. E ainda tem celulares que foram lançados no ano passado e não vão poder receber atualizações, como o Sony Ericsson Xperia X10. É a famosa fragmentação fazendo as suas vítimas.


 


Brigas à parte, o Android e o iOS têm pontos positivos e pontos negativos. Quem vai comprar um smartphone deve ter em mente a sua preferência. Temos um sistema aberto com fraca experiência de usuário e um sistema com forte experiência de usuário, mas fechado. Quem ganha? Cenas do próximo capítulo!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Testando outros sistemas operacionais móveis

Sempre que posto aqui no blog, falo sobre iPhone, iPod touch e/ou iPad.


Hoje, vou fazer diferente.


Andei testando outros sistemas operacionais, o Android e o Chrome OS (por meio de máquinas virtuais), e colocarei as minhas impressões aqui.


Android


O Android foi desenvolvido pelo Google para bater de frente com o então iPhone OS.


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A ideia do Android é ser um sistema "aberto", mas mais uma vez me pergunto: O que é um sistema aberto?


Eu não pude usar o Android completo pela máquina virtual. O Android Market só é disponível para as fabricantes que assinaram contrato com o Google. Como solução, a máquina virtual do Android já vem com uma AppStore "Alternativa". Nem todos os apps estão disponíveis nessa AppStore (quando falo "nem todos os apps", quero dizer "quase nenhum app").


Outra dificuldade que encontrei foi o port que usei.


Na máquina virtual, usei o "Android x86", que é uma adaptação do Android para rodar em PCs comuns (os já mortos "smartbooks"). O Android 1.6 roda perfeitamente, mas o 2.2 ainda está muito instável. Tive que usar o Android 1.6, mas usei o Android 2.2 só pra ver as diferenças.


Na hora de usar mesmo o Android, senti que ele é um sistema "solto", sem controle. É quase como o Linux, no mundo dos computadores. Você pode fazer tudo, mas você não consegue fazer nada.


Claro que, para aquele Hard User, dá pra fazer tudo e mais um pouco, mas nem 1% dos usuários de smartphones são Hard Users.


A única coisa do Android que me agradou (e muito) foi o sistema de notificações.


Ao invés de somente aparecer na tela uma vez, as notificações ficam "armazenadas" na barra superior do dispositivo. Você arrasta o dedo para baixo (como o SBSettings, para iPhones com jailbreak) e todas as notificações, mensagens de erro, status do telefone, etc aparecem ali. É algo que precisa ser implementado no iOS.


Em resumo, o Android é um sistema parcialmente aberto, para onde as pessoas que se sentem incomodadas com as restrições do iOS podem fugir. Mas ele não é um sistema totalmente aberto, ainda tem algumas restrições que podem até ser contornadas com soluções não oficiais.


Chrome OS


O Chrome OS voltou aos holofotes depois que o Google resolveu lançar um notebook que vem com o sistema: O Cr-48.


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O Cr-48 não pode ser usado por meros mortais como nós, mas temos soluções para isso. Vários builds não oficiais do Chrome OS foram disponibilizados pela internet. Usei o build do Hexxer, também por meio de máquina virtual.


Só há um modo de fazer o Chrome decolar: o preço dos notebooks que vierem com o sistema. Ninguém vai querer pagar caro por um browser. Muito menos por um notebook que precisa de uma rede WiFi para funcionar. Melhor que rodar o Chrome num notebook é rodar o Android. O Android funciona perfeitamente em notebooks (ainda mais agora, com a versão 2.3, que traz compatibilidade com mais resoluções de tela), e não é somente um browser, ou seja, funciona sem depender de uma conexão com internet.


Para os que estão com vontade de usar o Chrome OS, já deixo o meu recado: Não existe diferença entre o navegador Chrome e o Chrome OS. O Google não nos deu uma alternativa muito boa para as nossas vidas.